MESTRE WU XUAN

 

A escola Folha de Bambu definiu o seu programa e metodologia com base nos conhecimentos transmitidos pelo mestre Wu Xuan, procurando dar continuidade ao trabalho desenvolvido durante mais de 20 anos em Lisboa.

Actualmente o Mestre Wu Xuan reside em Casais perto de Tomar, num espaço preparado para receber alunos, de forma regular ou ocasional. A escola Folha de Bambu promove o contacto directo entre os alunos e o mestre Wu Xuan, como meio de potenciar um maior desenvolvimento das artes marciais chinesas, com toda a sua riqueza técnica e filosófica.

 

BIOGRAFIA

O Mestre Wu Xuan nasceu em Wenzhou, na província de Zheijian, China, em 1948.

Iniciou o treino de Kung Fu tradicional aos 5 anos de idade, numa escola pública da República Popular da China. Com 15 anos de idade prestou homenagem ao mestre Zhuang Wen Jun, sendo aceite como seu discípulo. Este seria o seu único Grande Mestre.

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Zhuan Wen Jun (1885-1981) nasceu em Wenzhou, mas viveu grande parte da sua vida em Singapura, para onde se mudou na década de 30. Foi responsável técnico na famosa Escola Chin Wu, formando mais tarde a Associação de Artes Marciais Qi Lu, que ainda hoje existe em Singapura.

Após mais de 30 anos nesta cidade, o Mestre Zhuan Wen Jun regressou à sua cidade natal, impulsionando aí o ensino das artes marciais chinesas, nomeadamente os sistemas de shaolin e as artes internas, construindo um novo e significativo legado.

É com o Mestre Zhuan Wen Jun que Xuan Wu aprendeu as artes internas, como o Tai Chi, Xing Yi e Ba Gua, e também artes marciais externas, nomeadamente os sistemas de Shaolin. É ainda sob a égide do Grande Mestre Zhuan Wen Jun, que Wu Xuan começou a ensinar, com a idade de 20 anos.

Após a morte do Grande Mestre Zhuang, o Mestre Wu Xuan aprofundou os seus conhecimento com Ai Xin Jue Luo Fu Jie, irmão do último imperador da China, nas técnicas taoístas de longevidade.

Aprendeu também budismo com o antigo guarda-costas de Jiang Jie Shi, um monge budista com quem estudava e conversava.

A partir da década de 80, o governo Chinês iniciou uma nova abertura às escolas tradicionais de Kung Fu, e o Mestre Wu Xuan criou a Escola ShangWu JingWu (bom coração, bom kung fu), em Wenzhou, no ano de 1986.

Em 1991 o Mestre Wu Xuan deixou a China, ficando a sua escola entregue aos alunos e companheiros de kung fu. Partiu em direção à Europa, passando por Itália e França. Chegou a Portugal em 1992 e começou a ensinar Tai Chi nos Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1993 ensinou também Chi Kung e Tai Chi na Espiral, em Lisboa.

Em 1996 iniciou o ensino de Chi Kung e Tai Chi, no Pavilhão Carlos Lopes, inserido num programa da Câmara Municipal de Lisboa (durante 4 anos), no mesmo ano inicia o ensino das artes externas, Kung Fu, em Lisboa no Instituto Superior Técnico.

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Em 1995 fundou a Associação Portuguesa de Kung Fu Xuan Wu com o objectivo de divulgar as artes marciais chinesas e em 2010 decidiu criar a Associação Caminho Natural, direccionada para a saúde e para o desenvolvimento dos praticantes de artes internas e de Chi Kung, com o objectivo do desenvolvimento holístico do indivíduo e de ligação corpo-mente.

O Mestre Wu Xuan organizou também viagens à China, proporcionando aos seus alunos um contato direto com o seu país de origem e com a sua cidade natal, promovendo aí encontros com antigos alunos e companheiros de Kung Fu.

Viagem à China, Mosteiro Taoísta nas montanhas perto de Wenzhou, 2010

Após residir quase 25 anos em Lisboa, o Mestre começou um novo ciclo da sua vida, ao ir viver para Casais, perto de Tomar. Num terreno amplo, desenvolveu condições para aulas regulares e que permite receber alunos de fora para treinos informais e/ou seminários.

O Mestre continua a passar o seu conhecimento em Kung Fu, Tai Chi Chuan e Chi Kung, criando sequências que nos permitem desenvolver e aprofundar a nossa técnica. Esta aprendizagem não está dissociada dos princípios e valores baseados nas filosofias Taoísta e Budista, que além de úteis para a nossa prática, revelam uma base de construção para a vida.

[Fotos: Julia Nenova e Sérgio Sousa]

texto segundo: Caminho Natural

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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